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2022/06/29

Virtual Sign impulsiona a inclusão digital

Já parou para pensar quantas pessoas são surdas ou possuem algum tipo de deficiência auditiva?

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), existem 500 milhões de surdos no mundo. Em Portugal, 120 mil têm algum grau de perda auditiva e 30 mil são surdos.

Posto isto, falar de temas como acessibilidade e inclusão digital são pertinentes.

Concorda?

Comecemos então por eles.

Segundo o Instituto Nacional para a Reabilitação, “acessibilidade pode ser descrita como a característica de um ambiente, equipamento, produto, objeto ou serviço que lhe confere a possibilidade de assegurar a todos os seus potenciais utilizadores uma igual oportunidade de uso, de forma amigável e com dignidade e segurança.”

De acordo com o Decreto-lei n.º 83/2018, de 19 de outubro, a partir de 23 de setembro de 2020 é obrigatório que todos os Web Sites tenham publicada a sua Declaração de Acessibilidade.

Por sua vez, a inclusão digital pressupõe a possibilidade de produção e divulgação de conhecimento e o acesso às ferramentas digitais para todos os cidadãos. Desta forma, o seu principal objetivo é a democratização da tecnologia.

Com base nestes 2 princípios, diversas são as ferramentas que ao longo do tempo foram desenvolvidas em Portugal para combater a exclusão digital de pessoas com diminuição da capacidade auditivas ou surdas. Estas ferramentas são, entre outras, Avatars de Língua Gestual Bidirecional, Cursos de Língua Gestua e o Virtual Sign.

Virtual Sign?

Sim, isso mesmo. Este é o tema que nos traz aqui.

 

Quem?

Investigadores do Instituto Superior de Engenharia do Porto (ISEP), pertencentes ao Grupo de Investigação Graphics, Interaction and Learning Tecnologies.

O quê?

O Virtual Sign é um projeto inovador na área da inclusão inteligente.

Para quem?

Este projeto foi desenvolvido para apoiar a comunicação com surdos e deficientes auditivos. Sempre com vista na inclusão social e digital para os mesmos.

O objetivo?

Facilitar o acesso de surdos a conteúdos digitais, particularmente conteúdos educativos.

Segundo uma reportagem da RTP, o Virtual Sign foi desenvolvido para as salas de aulas e assim ajudar os alunos com dificuldades auditivas ou totalmente surdos, porém as aplicações são infinitas.

Como funciona?

O Virtual Sign é um tradutor em tempo real e bidirecional que aproveita as mais-valias da engenharia para cruzar potencialidades da inovação tecnológica com a escrita e a Língua Gestual Portuguesa.

Pode revolucionar a comunicação com pessoas surdas em escolas, museus e outros locais, colocando a tecnologia ao serviço da comunidade.

Consiste numa luva com sensores que recorre à tecnologia Kinect, mas incorpora também um jogo didático para ensinar a Língua Gestual Portuguesa (LGP).

A tecnologia Kinect é uma câmara com um sensor utilizada nas consolas de jogos. Permite identificar os gestos, movimentos faciais e corporais e “traduzi-los para texto” que por sua vez é transmitido para um computador.

Se escrevermos um texto no computador, o avatar vai reconhecer esse texto e traduz o mesmo para Língua Gestual Portuguesa.

 

Na WireMaze preocupamo-nos e trabalhamos para garantir que a acessibilidade e inclusão estão sempre incutidas nas nossas ações.

Veja como, nos seguintes artigos: