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2022/04/06

E a sua autarquia, sabe comunicar?

O 29.º workshop da WireAcademy decorreu entre as 10h e as 12h do dia 31 de março. Uma manhã recheada de partilhas que temos a certeza que deixou a pergunta no ar: será que a minha autarquia sabe comunicar?

Vamos descobrir!

Nada melhor que começar pelos conselhos de Marisa Pinto da WireMaze e todo o seu vasto conhecimento sobre a avaliação do Índice de Presença na Internet das Câmaras (IPIC).


Este índice avalia parâmetros como:

  • Visual dos sítios web das câmaras municipais;
  • Componente de envio de mensagens de e-mail para serviços municipais para avaliar o tipo de resposta que é dado;
  • Atualidade e clareza da informação;
  • Serviços prestados ao cidadão;
  • Cumprimento das disposições legais (ex.: Lei 36/2021);
  • Acessibilidade por cidadãos com necessidades especiais (ex.: Lei 83/2018).

Segundo o GÁVEA - Observatório da Sociedade da Informação a recolha de dados para a décima primeira edição do estudo sobre a presença na internet dos municípios portugueses (IPIC 2021) teve início no segundo semestre de 2021.

Como tal, esperamos que em 2022 saia a nova versão do índice”, afirma Marisa Pinto. A oradora complementa ainda que “ainda não sabemos quais serão os novos critérios, acreditamos que muitos dos critérios de 2019 vão manter-se, mas ainda sem certezas.”.

Marisa Pinto relembrou, ainda, que “por vezes surgem novos critérios fruto da evolução tecnológica”, assim, é importante reavaliar anualmente o seu site.

Na apresentação da oradora, ficou bem claro que a informação deve ser transmitida de forma simples e clara, e, não através de editais e texto legal. Os conteúdos devem estar agregados a uma zona dedicada aos serviços prestados.

A estrutura deve ser por serviços ao cidadão e não seguindo os departamentos ou divisões internas.

César Silva, eGovernment Evangelist da WireMaze, face a uma questão sobre se as Juntas de Freguesia também eram obrigadas a cumprir o Decreto-lei n.º 83/2018, o qual define os requisitos de acessibilidade dos sítios web e das aplicações móveis de organismos públicos, relembra que “qualquer nível de autarquia local tem que obedecer aos critérios de acessibilidade. Ou seja, as juntas de freguesia têm de também elas cumprir.”.

 

Clemente Rocha da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira começou a sua apresentação, colocando uma questão, a nosso ver, muito pertinente: “qual o objetivo da comunicação?

O orador referiu que, na ótica da CM de Vila Franca de Xira a comunicação deve ter como objetivo:

  • Facilitar o contacto do município com os munícipes e demais entidades
    • Através da partilha de informação de forma simples e rápida
  • Fomentar a transparência
    • Pela partilha online de informação importante para os munícipes
    • Disponibilização da informação, desde que não vá contra as normas de RGPD – Proteção de Dados

O munícipe é que escolhe o método de comunicação. Esta é a primeira premissa fundamental para o município de Vila Franca de Xira”, afirmou Clemente Rocha.

Reforçou, ainda, que “devemos utilizar a comunicação para aumentar a nossa eficiência e modernização dos nossos serviços”.

Clemente Rocha acredita que, “caso contrário, não haverá feedback por parte dos cidadãos, eliminando as oportunidades de melhorar os tempos de resposta. A preocupação em lançar o máximo de normas de acessibilidade deve ser uma preocupação crescente”, sugere o orador, “sempre com o intuito de evolução e aproximação dos cidadãos”.

Os processos devem estar cada vez mais desmaterializados. Os serviços devem estar disponíveis 24h para maior comodidade dos munícipes”, reiterou Clemente Rocha.

A comunicação deve ser equilibrada, isto é, as necessidades do munícipe e do município devem estar alinhadas.

Segundo o técnico da CM de Vila de Franca de Xira, “é um desafio diário que “obriga” o município a uma adaptação constante à forma como os munícipes precisam de nos contactar. A comunicação deve ser uma via de 2 sentidos.

Clemente Rocha finalizou a sua apresentação com a certeza de que se deve “usar a tecnologia como motor da comunicação autárquica”.

 

Antes de apresentarmos o exemplo da Eurocidade Chaves-Verin, já conhece este projeto?

Então, primeiro veja o artigo: “O seu dia tem 24h? E se tivesse 25h?”.

No caso desta Eurocidade, a comunicação tem que ser adaptada a 2 países diferentes, criando assim, uma ponte de comunicação entre Portugal e Espanha.

No entanto, sem nunca esquecer que a principal prioridade é a aproximação dos cidadãos mantendo a clareza, transparência e acessibilidade na sua comunicação.

De acordo com as palavras de José Sousa, Coordenador do Gabinete de Apoio Técnico da Eurocidade Chaves-Verin, isto torna o processo de comunicação ainda mais desafiante pelas diversidades culturais, territoriais e linguísticas.

Então, como fazem?

Trabalham a comunicação “para cada cidade (Chaves e Verin) e em conjunto (Eurocidade Chaves-Verín)”, afirmou José Sousa.

Não deixe de ver o vídeo sobre a Eurocidade Chaves-Verin no Youtube.

 

Antes de iniciar a sua apresentação, o orador convidado, Presidente do Município da Nazaré, Walter Chicharro, deixou bem claro “Nazaré é uma vila e não uma cidade”.

Informação importante enquanto afirmação da identidade que a autarquia assumiu e tem trabalhado.

Foi notória a evolução e aumento da visibilidade da vila, segundo Walter Chicharro, “não só, mas também, devido à onda gigante e canhão da Nazaré. Algo inequívoco que não existe em lado nenhum”.

A palavra comunicação é “sem dúvida um pilar decisivo neste processo”, afirma o Presidente.

Segundo Walter Chicharro, na Nazaré defende uma abordagem ao nível da comunicação com o munícipe, mas, também, com todos os stakeholders do quotidiano da autarquia.

Por onde começar o processo de evolução?

Na Nazaré em 2013 começaram a aposta nas novas tecnologias. “Foi essa a nossa primeira aposta, de modo a potenciar a marca: Nazaré”, afirma o Presidente Walter Chicharro.

Objetivo?

Walter Chicharro clarificou: “facilitar a comunicação do munícipe e com os demais intervenientes”.

Do site a um logótipo novo, arregaçaram as mangas e puseram mãos à obra, para se aproximarem mais dos cidadãos.

O Facebook é o nosso principal meio de comunicação!” confessa o Presidente da CM da Nazaré. Promovendo uma comunicação diferenciada que lhes permite chegar a um maior número de munícipes. Em contraponto o site institucional é onde fica publicada toda a informação oficial e que tem de ser consultada ao longo do tempo.

Como?

A envolvência de toda a equipa da autarquia em torno do objetivo macro e um forte envolvimento do executivo é ponto fundamental. Walter Chicharro esclareceu que em termos de comunicação coordena uma equipa interna, com competências desde o jornalismo, marketing, audiovisuais.

A autarquia tem realizado investimento de forma a ter meios próprios para recolha de elementos multimédia que disponibiliza a todos os que queiram divulgar a região.

Quais os resultados desta estratégia?

A revitalização económica da autarquia e da região, deixando de ter apenas o verão como momento alto, mas atividade ao longo de todo o ano.

Importante para tal são os eventos! São eles que permitem um reconhecimento global e internacional da vila. Tais como:

  • Mundial Bodyboard
  • Futebol de Praia
  • Andebol de praia

Em suma, Walter Chicharro reforça que “devemos manter o foco na comunicação, no facilitar da vida, não só do ponto de vista do munícipe, mas também daquilo que são as premissas da comunicação internacional”.

Próximos passos?

Walter Chicharro partilhou a expetativa de poder continuar a promover a Nazaré enquanto destino turístico de natureza e desporto, dando exemplo de um desafio que lançou à Netflix.

Damos assim por terminado mais uma etapa deste caminho de disseminação de boas práticas e partilha de experiências através da WireAcademy.

Certos de que a manhã foi enriquecedora e elucidativa para todos os participantes, resta-nos agradecer a todos os intervenientes e oradores.

 

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