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O que pensam os cidadãos das suas autarquias?
Estudo revela como os portugueses veem o papel das autarquias às vésperas das eleições de 2025.

As autarquias portuguesas estão prestes a celebrar meio século de democracia local. Mas, afinal, como veem os cidadãos o papel dos municípios? Quais as áreas em que confiam mais nos seus eleitos? E onde sentem que o poder local ainda pode ir mais longe?
Com as eleições autárquicas a aproximarem-se, o Barómetro do Poder Local 2025, promovido pela Fundação Francisco Manuel dos Santos, ganha uma relevância acrescida.
O estudo realizado pelos autores Nuno F. da Cruz e Filipe Teles, através da GOVCOPP, Universidade de Aveiro, auscultou mais de mil residentes em Portugal continental e oferece um retrato atualizado da relação entre cidadãos e autarquias.
Estes dados ajudam a compreender o clima político atual e a antecipar os temas que mais vão pesar no voto dos portugueses.
Veja alguns dos resultados a seguir.
O poder local como prestador de serviços
Mais de metade dos inquiridos (51%) considera que a principal missão do poder local é prestar serviços públicos de qualidade de forma eficiente.
Questões como a participação cívica (31%) ou a autonomia face ao Governo central (18%) ficam para segundo plano. Ou seja, a visão dominante continua a ser a de uma autarquia “gestora”, mais do que um espaço de deliberação e decisão política.
Existem ferramentas digitais que podem ajudar as autarquias a reforçar essa missão, disponibilizando portais claros e acessíveis onde os cidadãos encontram serviços simplificados e informação sempre atualizada. E se isto ainda contar com a ajuda de inteligência artificial, melhor!
Confiança sim, participação nem por isso
A imagem do poder local é tendencialmente positiva: 44% dos cidadãos avaliam-na de forma favorável, sobretudo fora dos grandes centros urbanos. Ainda assim, a participação ativa continua muito baixa — 54% dos portugueses nunca estiveram presentes em reuniões ou eventos promovidos pelas suas câmaras ou juntas.
Soluções digitais como formulários online ou apps móveis podem ser decisivas para inverter este cenário, oferecendo canais de comunicação que colocam o cidadão no centro e promovendo uma participação mais próxima e acessível.
Áreas onde os cidadãos querem mais ação
Se há setores em que os municípios são vistos como influentes (lazer, mobilidade ou cultura), há outros onde os cidadãos querem claramente mais intervenção. Saúde e habitação são os domínios em que os inquiridos pedem uma maior presença do poder local.
A segurança surge como uma prioridade sobretudo em áreas urbanas, onde mais de 80% dos residentes defendem maior envolvimento municipal.
Aqui, soluções como formulários online, que permitem recolher e gerir dados de programas sociais ou de apoio habitacional, tornam-se aliados estratégicos para responder de forma mais rápida e eficaz às necessidades locais.
Em síntese, o estudo confirma que o poder local é, ainda hoje, o nível de governação em que os portugueses mais confiam. Mas também revela os seus desafios: participação cívica limitada, excesso de centralidade no presidente da Câmara e uma vontade crescente de descentralização que nem sempre é acompanhada de informação clara.
Estes resultados são particularmente relevantes num momento em que os portugueses se preparam para escolher novos representantes locais nas próximas eleições autárquicas.
A mensagem é clara: as autarquias continuam a ser vistas como peças-chave da democracia e apostar em ferramentas digitais pode ser a ponte para uma democracia local mais próxima, eficiente, participativa e transparente.
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