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- A clareza não é um detalhe, mas sim um dever!
A clareza não é um detalhe, mas sim um dever!
A clareza na linguagem mostra-se mais do que uma técnica: é um serviço público essencial e estratégico que aproxima o Estado das pessoas.

No passado dia 5 de junho, a WireAcademy apresentou mais um workshop essencial para as instituições públicas: “Linguagem Clara”, em parceria com a Agência Claro, referência nacional nesta temática.
Com mais de 500 participantes inscritos, entre técnicos e dirigentes de entidades e organismos públicos, o evento foi mais uma prova da crescente consciência sobre a importância de uma comunicação mais acessível, eficaz e cidadã.
Afinal, a linguagem clara procura garantir que qualquer pessoa — independentemente do seu grau de escolaridade ou contexto — compreenda à primeira aquilo que lhe é comunicado. Seja um aviso de pagamento, uma carta de notificação ou uma instrução para preencher um formulário, a mensagem tem de ser compreendida sem esforço.
Os oradores Joana Fernandes e Gonçalo Mira, da Agência Claro, partilharam experiências práticas com resultados expressivos: como a reescrita de comunicações do Portal das Finanças, que reduziu em 35% os contactos para os centros de atendimento, ou o caso do Balcão Nacional de Injunções, onde a simplificação dos documentos contribuiu para um aumento de 67% nas dívidas pagas voluntariamente.
Escrever bem não chega: é preciso ser claro
Ao longo do workshop, foram apresentados princípios essenciais para tornar um texto claro:
- Identificar o público-alvo e adaptar o tom;
- Colocar a informação mais importante no início (pirâmide invertida);
- Usar frases-chave e palavras concretas;
- Evitar jargão e estruturas passivas;
- Promover a autonomia e a ação de quem lê.
E como é que isto se traduz na prática?
Com exemplos reais e exercícios interativos, os participantes puderam aplicar estes princípios a comunicações do dia a dia, desde notificações administrativas até respostas a reclamações.
Inteligência artificial também precisa de linguagem clara
Uma das novidades deste workshop foi a ligação entre linguagem clara e IA generativa, como o ChatGPT. Segundo Gonçalo, estruturar bem as instruções e escrever de forma específica e clara melhora significativamente os resultados que obtemos da IA. E, por outro lado, a IA pode ser uma aliada na criação de conteúdos mais simples, desde que usada com sentido crítico e validação humana.
A sessão terminou com um apelo direto: escrever com clareza não é uma moda, é um dever democrático. Quando a administração pública comunica bem, promove confiança, reduz erros, evita mal-entendidos e melhora a experiência dos cidadãos.
A mensagem final que é fundamental: A linguagem clara não é sinónimo de informalidade — é sinónimo de respeito!
Este foi somente um resumo de mais um workshop WireAcademy, que continua a promover estas iniciativas, reforçando a partilha de conhecimento e boas práticas na gestão pública.
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