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Digitalização nas autarquias: o que está a mudar (mesmo) em 2025?
Estamos em agosto de 2025 e, para as autarquias, este ano tem sido marcado por mudanças reais e exigências cada vez mais claras no que toca à presença digital. Concorda? Então leia este artigo.

Se trabalha numa câmara municipal, junta de freguesia ou qualquer outra entidade pública, este artigo é o ponto de partida para perceber o que mudou (mesmo), o que já devia estar em prática e como garantir que a sua autarquia acompanha o ritmo.
1. Acessibilidade digital: agora é para valer
A exigência de sites e serviços digitais acessíveis deixou de ser uma intenção, é hoje uma responsabilidade clara.
Alguns requisitos obrigatórios por lei desde 2018:
- PDFs em formato de texto legível e não meras digitalizações.
- Vídeos com legendas fechadas ou com transcrição em texto.
- Textos alternativos nas imagens.
- Declaração de acessibilidade atualizada e visível;
- Testes com utilizadores com e sem necessidades especiais.
Se o seu site ainda não foi auditado ou ajustado, é hora de agir. As consequências não são apenas reputacionais — são legais.
2. Cibersegurança: a NIS 2 já está em vigor
Desde outubro de 2024, a Diretiva NIS 2 está oficialmente transposta para a legislação portuguesa. Em 2025, as autarquias (especialmente as de média e grande dimensão) já devem têm:
- Responsável nomeado para a segurança digital;
- Plano de gestão de riscos de TI em implementação;
- Procedimentos de resposta a incidentes e notificações.
Mesmo que ainda não tenha recebido uma notificação formal, é expectável que qualquer entidade com presença digital ativa cumpra os requisitos básicos de segurança.
3. Proteção de dados: reforço na fiscalização
O RGPD continua em vigor, mas 2025 tem sido o ano de maior fiscalização por parte da CNPD às entidades públicas.
Se ainda usa um formulário genérico sem política de privacidade associada, é hora de rever.
4. Autenticação com Chave Móvel Digital: tendência confirmada
A integração da Chave Móvel Digital (CMD) nos portais municipais tornou-se prática comum. Em 2025:
- Já é possível aceder a pedidos, registos e autenticações com CMD em muitas instituições;
- O modelo eIDAS começa a ganhar espaço, com algumas experiências-piloto a nível nacional.
Se a sua autarquia ainda não integrou CMD nos seus serviços, está a perder eficiência e confiança junto dos cidadãos.
5. Indicadores digitais e transparência: a nova fronteira
Não é ainda uma obrigatoriedade legal universal, mas 2025 está a marcar uma viragem: cada vez mais autarquias estão a divulgar dados sobre a qualidade dos seus serviços digitais.
Alguns exemplos de indicadores que já começam a ser comunicados:
- Taxa de pedidos resolvidos online;
- Tempos médios de resposta;
- Grau de conformidade com acessibilidade e segurança.
Estas métricas ajudam a demonstrar valor público e a reforçar a confiança dos cidadãos.
E a sua autarquia, onde está neste caminho?
Em 2025, o digital deixou de ser “o futuro” para passar a ser o presente exigido.
A boa notícia?
Ainda vai a tempo de alinhar processos, corrigir desvios e reforçar a presença digital da sua instituição com confiança.
Na WireMaze, preocupamo-nos com estes aspetos todos — acessibilidade, segurança, privacidade e eficiência digital.
Podemos ajudá-lo a garantir que a sua autarquia está preparada e em conformidade, sem complicações. Entre em contacto connosco.
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