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25 anos depois, a pergunta continua em aberto
Há 25 anos, a digitalização prometia aproximar instituições e cidadãos. O que mudou realmente? E o que continua em aberto? Uma reflexão da WireMaze.

Há 25 anos, falar de serviços públicos digitais era quase uma antecipação do futuro.
A internet começava a expandir-se, as primeiras plataformas surgiam e existia uma expectativa quase inevitável de que a tecnologia iria aproximar cidadãos e instituições, simplificar processos e tornar a informação mais acessível.
Em muitos aspetos, isso aconteceu.
Hoje, grande parte da relação entre cidadãos e instituições passa por canais digitais. Os serviços estão online. Processos podem ser acompanhados à distância. Informação pública tornou-se, em muitos casos, mais fácil de encontrar.
Mas, passados estes anos, talvez valha a pena fazer uma pergunta que raramente aparece nas celebrações da transformação digital.
Esta evolução aproximou realmente as instituições das pessoas?
A pergunta não é simples. Nem tem uma resposta única.
Porque uma instituição pode estar mais digital sem estar necessariamente mais próxima.
Pode ter mais plataformas sem ter mais clareza.
Pode disponibilizar mais serviços online sem que esses serviços sejam verdadeiramente fáceis de compreender ou utilizar.
Durante muito tempo, talvez tenhamos olhado para a digitalização sobretudo como um desafio tecnológico.
Passar do papel para o ecrã.
Do balcão para o portal.
Do atendimento presencial para o formulário online.
Mas, transformar não é apenas mudar de canal.
Transformar implica repensar a experiência, a linguagem, a acessibilidade e a forma como as instituições comunicam com quem depende dos seus serviços.
Nem tudo o que está online está verdadeiramente acessível.
Nem tudo o que está disponível está realmente explicado.
Nem tudo o que foi digitalizado ficou, por isso, mais simples.
Quando falamos de serviços públicos, estas diferenças tornam-se particularmente importantes.
Porque não estamos apenas a falar de tecnologia. Estamos a falar de confiança!
Estamos a falar da forma como um cidadão encontra ou não encontra a informação de que precisa.
Da forma como acompanha um processo ou desiste a meio.
Da forma como participa numa decisão pública ou sente que chegou tarde demais.
São detalhes, mas são estes detalhes que acabam por moldar a perceção que temos das instituições.
Nos últimos anos começaram também a surgir novas possibilidades. Ferramentas digitais mais inteligentes, plataformas que facilitam processos participativos, soluções que ajudam a organizar informação e a orientar cidadãos dentro de serviços que antes pareciam demasiado complexos, mas mesmo aqui convém manter uma ideia clara.
A tecnologia por si só não resolve a relação entre instituições e cidadãos.
No máximo, cria condições para que essa relação possa tornar-se mais clara, mais transparente e mais acessível.
É nesse espaço, entre tecnologia e cidadania, que muitas das mudanças mais interessantes começaram a acontecer.
Ao longo dos últimos 25 anos, foi também nesse espaço que a WireMaze desenvolveu o seu trabalho, colaborando com instituições públicas, autarquias e organizações que procuram tornar a relação com os cidadãos mais aberta, mais compreensível e mais participada.
Não porque exista uma solução única ou um modelo perfeito, mas porque a experiência tem mostrado algo importante: a tecnologia cumpre o seu verdadeiro papel quando ajuda a tornar as instituições mais próximas das pessoas que servem.
Celebrar 25 anos não é apenas olhar para trás, é reconhecer que muitas das perguntas que existiam no início continuam hoje relevantes.
“Como tornar a informação pública mais clara?”
“Como simplificar processos que ainda parecem demasiado complexos?”
“Como usar o digital não apenas para gerir serviços, mas também para construir confiança?”
Talvez seja precisamente aqui que o tema da cidadania ganha o seu verdadeiro significado.
Não como uma palavra repetida por hábito, mas como um critério exigente para avaliar aquilo que estamos realmente a construir quando falamos de tecnologia aplicada às instituições.
Vinte e cinco anos depois, a pergunta continua em aberto e talvez isso seja um bom sinal.
Significa que continuamos atentos ao essencial: garantir que a evolução tecnológica não afasta as instituições das pessoas, mas ajuda a aproximá-las.
Porque, no fim, é nesse ponto de encontro que a cidadania acontece.
Ao longo dos últimos 25 anos, a WireMaze tem trabalhado ao lado de instituições que acreditam que a tecnologia pode contribuir para serviços públicos mais claros, mais participados e mais próximos dos cidadãos.
Se há algo que aprendemos neste percurso é que a transformação digital não termina com a implementação de uma plataforma. Começa quando a tecnologia passa realmente a melhorar a forma como instituições e cidadãos se relacionam.
Se estas perguntas também fazem parte das reflexões da sua instituição, talvez valha a pena continuar a conversa. Entre em contacto connosco.
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