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16 Setembro 2015

Acessibilidade, embaraço ou catástrofe?

Viva,

Já todos ouvimos a expressão "acessibilidade web". Mas será que sabemos o que significa?

Em teoria, não é difícil. Falamos de "acessibilidade web" para nos referirmos à prática inclusiva de criar sites que possam ser usados por todos, mesmo que tenham algum tipo de deficiência. Quando um site é acessível, um utilizador com limitações visuais ou auditivas, por exemplo, consegue ter acesso à informação e funcionalidades tal como qualquer outro utilizador.

Em 1999, a Web Accessibility Initiative (WAI), em conjunto com o World Wide Web Consortium (W3C), publicou as Directrizes de Acessibilidade para o Conteúdo da Web #WCAG 1.0 para orientar a criação de sites acessíveis. Em setembro de 2008, a WAI oficializou o WCAG 2.0 como o conjunto de directrizes mais actualizadas para a acessibilidade na internet e hoje são estes os princípios em vigor.

O WCAG 2.0 ajuda-nos a tornar um site mais acessível a pessoas com incapacidade, mas também facilita a sua utilização por pessoas mais idosas e ajuda-nos a melhorar o acesso à informação para os utilizadores em geral.

A lista de regras é longa e não vou descrevê-las com detalhe. Quero apenas explicar-lhe que as regras estão organizadas em princípios (mais amplos), que se desdobram em directrizes. Para cada directriz existe um conjunto de critérios de sucesso e técnicas que servem de guia aos profissionais que pretendem criar sites acessíveis.

São quatro os princípios que definem um site acessível:

  1. Perceptível. A informação e os componentes da interface de utilizador têm de ser apresentados aos utilizadores em formas que eles possam compreender.
  2. Operável. A informação e os componentes da interface de utilizador têm de ser apresentados aos utilizadores em formas que eles possam compreender.
  3. Compreensível. Os componentes da interface de utilizador e a navegação têm de ser passíveis de usar com os vários dispositivos ou browsers.
  4. Robusto. A informação e a operação da interface de utilizador têm de ser inteligíveis.

Ou seja, se tiver em atenção este quatro príncipios fundamentais a acessibilidade não será para si nem embaraço nem catástrofe.

Finalmente, em função dos requisitos cumpridos, é atribuída aos sites acessíveis uma pontuação, que varia entre o A, nível mínimo de acessibilidade, e o AAA, nível máximo.

Para saber se o seu site é acessível, experimente a ferramenta de validação disponível em www.acessibilidade.gov.pt

Tudo isto é a teoria. Na prática, criar um site acessível implica investigação, conhecimento e experiência. Na WireMaze vimos fazendo este caminho há vários anos, dado que a acessibilidade é uma preocupação (e uma obrigatoriedade legal) para uma parte significativa dos nossos clientes.

Alguns exemplos:

http://www.cm-macedodecavaleiros.pt/ [Relatório - Optimização para nível A]

http://www.cm-viladoconde.pt/ [Relatório - Optimização para nível A]

Por isso, se a acessibilidade web da sua presença online o preocupa fale connosco. Podemos ajudá-lo a tornar o seu site acessível sem que tenha de se perder na teoria e com garantia de que oferece os melhores resultados aos seus utilizadores.

Um abraço,

Carlos Sousa